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iRancho e Zoetis: saiba como o manejo estratégico na seca evitou prejuízos em fazendas de MS

Por em 14 de setembro de 2021

Para além do controle sanitário, você otimiza a realização de outros manejos, adequa seu planejamento de estação de monta e pode evitar grandes prejuízos financeiros e produtivos

Para grande parte dos pecuaristas brasileiros, o mês de agosto não é um período interessante para a realização de manejos. Levar o gado para o curral? Com qual finalidade? Você deve estar se perguntando… No entanto, é exatamente neste início de segundo semestre que ocorre a realização de um manejo ainda pouco conhecido, mas que pode livrar a sua fazenda de prejuízos. 

Trata-se do “Controle Estratégico de Verminoses 5-8-11 Zoetis”, desenvolvido pela Zoetis, companhia global de saúde animal, em parceria com a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS). O objetivo do “Controle 5-8-11” é executar a vermifugação do rebanho nos meses de maio, agosto e novembro – por isso a sequência 5-8-11 – períodos em que os animais devem receber as doses de antiparasitário. 

Para além do controle dos parasitos internos, esse método alia bem-estar animal, produtividade e facilidade de manejo. Os animais ficam protegidos e, com essa atenção reforçada à vermifugação durante todo o ano, é possível obter um ganho de até 30kg por animal, como apontam os estudos da companhia. Diferença que pode evitar prejuízos produtivos e financeiros, como veremos a seguir. 

Momento para replanejar

Há 17 anos na pecuária, Junior Cavalli administra as fazendas Pureza e Santa Luzia, ambas em Mato Grosso do Sul. Ele faz ciclo completo com terminação intensiva em confinamento e há 5 anos tem aplicado o Controle 5-8-11 da Zoetis. Este ano, o manejo de agosto chegou um pouco mais cedo, e graças a utilização do sistema de gestão iRancho, pôde identificar um desequilíbrio que poderia comprometer todo o seu planejamento de estação de monta

Imagine que você tem o objetivo de vender fêmeas prenhes no início de 2022. Devido a um desequilíbrio nutricional e, consequentemente, a uma queda do GMD não identificada a tempo, 48 animais não alcançam a prenhez esperada… Considerando que uma fêmea prenhe custe, em média, R$ 5 mil e uma fêmea nulípara de 310 Kg custe R$ 3.200, seu negócio deixará de ganhar R$ 1.800 por fêmea não prenhe, ou seja, um prejuízo de R$ 86.400. 

E foi exatamente esse prejuízo que Júnior Cavalli evitou este ano. Ao aproveitar o manejo de sanidade para pesar os animais, Júnior identificou que 536 fêmeas angus estavam perdendo, em média, 113 gramas por dia; ao invés de ganharem as 200 gramas diárias como ele havia planejado. 

Ele, imediatamente, ajustou o proteinado (de 2g para 5g), uma decisão tomada pouco mais de 120 dias antes da estação de monta em sua propriedade (dezembro). Essa medida precoce foi possível graças às informações geradas pelo iRancho aliado ao manejo sanitário da Zoetis.

Gestão que faz diferença

Ao realizar o manejo da Zoetis, Júnior aproveita para pesar os animais e reapartar com a utilização do iRancho. Assim, ele forma lotes mais padronizados e separa os animais por peso. Isso ajuda no controle nutricional, no controle de GMD e, claro, no controle sanitário. Todas essas ações são registradas no iRancho, onde ele consegue acessar todas as informações depois e, dessa forma, saber se os resultados estão de acordo com o planejado. 

O planejamento é algo indispensável em qualquer fazenda, é um guia que vai direcionar a propriedade para o alcance dos melhores resultados possíveis. Para se ter uma ideia, o pecuarista Júnior Cavalli pretende antecipar o manejo da Zoetis mais uma vez para o final de outubro, uma pequena mudança que pode impactar significativamente em seu planejamento. “Caso as fêmeas ainda estejam longe do peso projetado para o período, vou ter que mudar a nutrição novamente. Meu objetivo, para este lote, é ter uma taxa de prenhez acima de 74%. Sem o ajuste nutricional realizado em julho, o índice de prenhez final seria em torno de 65%”, conta. 

“Caso as fêmeas ainda estejam longe do peso projetado para o período, vou ter que mudar a nutrição novamente. Meu objetivo, para este lote, é ter uma taxa de prenhez acima de 74%. Sem o ajuste nutricional realizado em julho, o índice de prenhez final seria em torno de 65%”. 

Júnior Cavalli – Fazendas Santa Luzia e Pureza

Como o iRancho pode ajudar?

Não basta apenas planejar, é preciso verificar se os dados reais da fazenda estão condizentes com o esperado e, se necessário, “ajustar as velas” durante a rota. Ao utilizar um sistema de gestão como o iRancho, Júnior consegue registrar dados que, conectados e reunidos nesse software inteligente, podem fornecer: o custo de nutrição, informações sobre os manejos de sanidade, como está o consumo de nutrição do rebanho, pesagens anteriores, controle financeiro, dentre outros. 

“Comprar uma nutrição é uma coisa, fornecê-la e ver se os animais estão comendo são ações que só consigo realizar através desse controle de nutrição no iRancho. Às vezes a gente culpa o proteinado, a seca, mas na verdade os animais não estão recebendo a quantidade prevista, isso deve ser averiguado”, explica o produtor. 

Benefícios do Controle 5-8-11

É praticamente unanimidade entre os pecuaristas não levar o gado para o curral somente para pesar. Geralmente, esse manejo é realizado apenas nos meses de maio e novembro, quando há vacinação contra a aftosa. Na contramão desse cenário, Júnior Cavalli decidiu implementar o Controle 5-8-11 da Zoetis pelos benefícios que ele oferece ao rebanho. 

O primeiro deles é a melhora da sanidade do animal. Considerando que animais em desmama passam por muitos estresses e enfrentam uma vida e a primeira seca sozinhos, sem a mãe, são animais mais debilitados. Portanto, o cuidado com a vermifugação no manejo sanitário da Zoetis dá plenas condições para esses animais terem um bom desempenho e, consequentemente, deixarem mais dinheiro na fazenda.

E como já foi dito, aproveitar este controle estratégico para realizar outros manejos é fundamental para uma gestão mais eficaz da fazenda e de resultados. A experiência do pecuarista Júnior Cavalli é prova disso. Para ele, não adianta ter as melhores raças no rebanho se o produtor não cuida dos manejos sanitário e nutricional. 

Não há uma “receita de bolo” para a realização da estação de monta ou qualquer evento estratégico nas fazendas. Cada propriedade se adequa à sua realidade e executa ações de acordo com suas necessidades. No entanto, se há três coisas fundamentais para não se perder de vista, aprendemos até aqui: é preciso cuidar da saúde do animal, fazer um planejamento realista e contar com um sistema de gestão que viabilize tudo isso. 

 

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