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O que preciso saber para elaborar um planejamento nutricional?

Por Fabíola Lino em 8 de julho de 2020

A nutrição é um dos grandes pilares da produção animal. Animais bem nutridos conseguem expressar seu potencial genético, crescer, ganhar peso e se reproduzirem. Entretanto, o seu custo impacta significativamente no resultado financeiro da atividade pecuária. Por isso, é fundamental planejar a nutrição dos animais. A falta de planejamento nutricional ou a má elaboração deste, leva a um baixo desempenho animal, e resulta em prejuízo financeiro para o pecuarista.

Assim, veja 5 dicas do que é importante saber para elaborar um planejamento nutricional para o seu rebanho.

1. Objetivos e metas

O primeiro passo para ter um bom planejamento é saber o que queremos alcançar. É preciso definir metas, por exemplo, qual o ganho médio diário (GMD), peso ao abate ou quantidade de arrobas que se deseja obter.  Dessa forma, facilita adotar estratégias nutricionais para alcançar o resultado pretendido.

2. Conhecer os animais

Os animais demandam água (quantidade e qualidade), energia, aminoácidos, minerais e vitaminas. Contudo, a sua exigência nutricional se altera em função da idade, grupo genético, gênero, temperatura, estado fisiológico e nível de produção.

Por isso, é imprescindível conhecer os animais da fazenda para elaborar dietas adequadas a cada categoria, e assim, atender as metas de ganho de peso e/ou reprodução.

Além disso, é preciso realizar a pesagem dos animais. Os dados de peso corporal são importantes no balanceamento de rações, no ajuste do consumo de matéria seca e na definição das metas.

3. Composição, disponibilidade e o custo dos alimentos

Sabe-se que no Brasil é predominante a produção a pasto. Dessa forma, é preciso estar atento a quantidade de forragem disponível e a sua qualidade. Logo, é fundamental medir a capacidade de suporte das áreas de pastagens para definir a taxa de lotação. Bem como, conhecer os teores dos nutrientes presentes no capim, para identificar os que estão deficientes e ser mais assertivo na escolha do suplemento. A composição nutricional do capim e demais alimentos é obtida por meio da análise bromatológica que é realizada em laboratório.

Mas, além do conhecimento da composição nutricional dos alimentos, é importante estar atento às características de cada um e aos seus níveis de inclusão. Assim, na hora de balancear as rações, o profissional precisa analisar qual alimento usar e qual a quantidade a ser incluída.

Neste sentido, conhecer o custo dos alimentos é um ponto relevante na escolha de quais utilizar. Contudo, vale ressaltar que nem sempre o alimento mais barato é o melhor. É preciso analisar a viabilidade técnica e financeira da dieta. 

Portanto, é importante conhecer os alimentos para fornecer aqueles que supram as necessidades dos animais, promovam desempenho satisfatório e tenham um custo adequado, visando maior lucratividade.

4. Conhecer o ambiente

Outro ponto relevante para um bom planejamento nutricional é conhecer a estrutura da fazenda, os cochos, bebedouros, locais para armazenamento dos alimentos, a disponibilidade de água, entre outros.

Estes fatores irão interferir na escolha dos alimentos e no manejo de fornecimento destes. Muitas vezes a dieta foi formulada corretamente contudo, falhas na mistura dos ingredientes e no fornecimento comprometem o resultado.

5. Gestão da fazenda

Com uma boa gestão é fácil conhecer a propriedade, o rebanho e obter todas as informações necessárias para elaborar o planejamento nutricional.

Além disso, na hora de definir as metas é fundamental ter anotações, conhecer os índices zootécnicos e os dados financeiros da fazenda. Neste sentido, software de gestão como o iRancho é um grande aliado do pecuarista. Pois armazena dados em tempo real, ajuda a obter informações de qualidade e na tomada de decisão.

Para elaborar um planejamento nutricional é preciso considerar as condições da fazenda, de mercado, conhecer os animais e os alimentos disponíveis. Mas, lembre-se consulte um profissional capacitado para formular as dietas e fazer o planejamento corretamente.

Com um planejamento nutricional bem estruturado, fornecemos aos animais os nutrientes que atendam às suas demandas, e consequentemente obtém-se melhores resultados técnicos e financeiros.


Por: Fabíola Lino. Doutora em Zootecnia, professora universitária e Diretora Estadual da Associação Brasileira de Zootecnistas.

Fabíola Lino SOBRE O AUTOR
Fabíola Lino

Doutora em Zootecnia, professora universitária e Diretora Estadual da Associação Brasileira de Zootecnistas.

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