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Escrituração zootécnica: o que é, e para que serve?

Por Fabíola Lino em 24 de julho de 2020

A escrituração zootécnica é uma ferramenta importante e consiste na coleta, processamento e armazenamento dos dados referentes à produção pecuária realizada na fazenda. Com ela, é possível gerar informações para tomar decisões e elaborar estratégias efetivas em busca de melhor resultado técnico e financeiro.

A ausência de dados da produção e a interpretação incorreta destes, interferem na avaliação da rentabilidade e lucratividade da pecuária de corte. Isso porque, só é possível saber quanto ganhou ou perdeu em dinheiro, quando se têm os números do que está produzindo. Portanto, ao realizar a escrituração zootécnica o pecuarista tem maior controle da produção e facilidade no gerenciamento da fazenda. 

Mas, o ponto chave para realizar a escrituração zootécnica é ter anotações, ou seja, é preciso anotar tudo sobre o rebanho e o que acontece com ele. Dessa forma, é importante ter registro dos pesos (nascimento, desmama, pesos intermediários), quantidade de animais, idades, gênero, compras e vendas de animais, da mortalidade e dos nascimentos e muitos outros.

Além disso, é necessário registrar os dados reprodutivos (datas de cobertura ou inseminação, confirmação de prenhez, parto, nascimento, desmama, o controle estoque de sêmen, idade a primeira cria, entre outros).

Lembrando que, a identificação individual é fundamental para conhecer cada animal e seus respectivos resultados produtivos. Em fazendas de cria, isso é imprescindível para orientar na seleção e descarte dos animais improdutivos. 

Dessa forma, após coletar os dados, gera-se informações que interpretadas corretamente são indicativos da situação atual da fazenda e devem ser usadas na tomada de decisão. Veja no esquema abaixo:

Portanto, a partir da coleta de dados é possível calcular os índices zootécnicos, como por exemplo: as taxas de fertilidade, natalidade, prenhez e desmame; a relação de desmama; quantidade de kg de bezerro desmamado/vaca ou hectare/ano; taxa de desfrute; taxa de lotação (UA/ha); produtividade em @/ha/ano; os rendimentos do ganho e de carcaça; quantidade de arrobas produzidas; entre outros.

A observação destes índices fornece uma visão geral da produção e contribui para solucionar problemas. Permite separar categorias e lotes o que facilita os manejos (reprodutivo, alimentar, sanitário) e ainda ajuda nos controles de estoque de insumos. Além disso, contribui para a gestão financeira da fazenda, na identificação dos custos da arroba produzida e vendida, receitas, lucro por arroba e lucro total.

Vale ressaltar que é preciso anotar corretamente os dados, caso contrário não serão confiáveis. Pensando no dia a dia da fazenda, a coleta de dados deve ser realizada de forma fácil e organizada. Contudo, boa parte das propriedades rurais registram os dados produtivos no papel com uso de cadernos. Nesses casos, há risco de perda e do conteúdo estar ilegível. Algumas ainda utilizam planilhas nas quais há uma maior organização. Porém, o software de gestão é o melhor aliado na coleta e armazenamento de dados. Pensando nisso, o iRancho é uma plataforma inteligente e intuitiva que auxilia você pecuarista a fazer a escrituração zootécnica da fazenda. Com o iRancho é possível coletar e armazenar dados, gerar informações, relatórios e consultá-los sempre que necessário.

Portanto, com a escrituração zootécnica obtém-se informações confiáveis para orientar o pecuarista na condução dos manejos, solução de problemas e no planejamento da atividade pecuária. Assim, a escrituração zootécnica é a base para uma gestão eficiente da fazenda.

Fabíola Lino SOBRE O AUTOR
Fabíola Lino

Doutora em Zootecnia, professora universitária e Diretora Estadual da Associação Brasileira de Zootecnistas.

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