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Conheça os fatores que afetam o desempenho animal

Por Fabíola Lino em 31 de julho de 2020

O ganho de peso é um fator relevante para obter lucro na atividade pecuária. Isso porque, ao intensificar os ganhos é possível obter animais pesados, produzir mais @/ha/ano, aumentar o peso de carcaça ao abate e encurtar o ciclo produtivo. 

Porém, diversos fatores afetam o crescimento bovino e alteram o ganho de peso. Dentre estes fatores é importante dar atenção ao potencial genético dos animais. O pecuarista que realiza a fase de cria tem a opção de participar de um programa de melhoramento genético, ou adquirir sêmen e/ou reprodutores que possuem avaliação genética. Dessa forma, buscar animais que tenham habilidade de transmitir para os seus filhos características de crescimento, reprodutivas e de carcaça de acordo com os seus objetivos. No caso dos recriadores e confinadores, é importante fazer uma boa seleção na hora da compra.

É comum observar diferenças no desempenho das raças e entre animais da mesma raça devido a seleção genética. Geralmente, raças maiores apresentam maior taxa de crescimento, ou seja, ganham mais peso, porém são tardias e iniciam a deposição de gordura na carcaça com idade ou peso superior aos animais das raças de pequeno e médio porte. Estes animais, no geral, são mais precoces, apresentam menor peso adulto e depositam gordura na carcaça precocemente, comparados aos animais de grande porte. 

Os animais possuem um período acelerado de crescimento muscular e ganho de peso, que acontece de forma intensa até alcançarem a puberdade. Posteriormente, há uma desaceleração no ganho de peso em função do animal se aproximar da maturidade fisiológica.

Além disso, com o avanço na maturidade, ocorre mudança na composição do ganho, ou seja, nos tecidos depositados (ossos, músculos e gordura). Assim, há um decréscimo na deposição de tecido muscular e aumento de gordura. O sexo dos animais também interfere na composição do ganho. Machos não castrados comumente chamados de machos “inteiros”, apresentam maior ganho de peso e iniciam a deposição de gordura tardiamente, comparados aos castrados e as fêmeas.

Contudo, a nutrição é um fator de grande impacto na taxa de ganho de peso e na composição do ganho. É preciso atender as exigências nutricionais dos animais em cada fase de suas vidas. Como dito anteriormente os animais jovens apresentam maior deposição de músculo. Por isso, durante a recria buscamos manter o crescimento dos animais e maximizar a deposição de tecido muscular, mas sem engordá-los. A engorda é feita posteriormente com o uso de dietas densas energeticamente, para aumentar a deposição de gordura e fazer o acabamento de carcaça.

Contudo, no Brasil a maior parte da produção de bovinos de corte é realizada a pasto e este não consegue atender todas as demandas nutricionais dos animais. Daí a importância da suplementação, fornecer os nutrientes deficientes no pasto para que os animais expressem o seu potencial genético e possam crescer, produzir ou reproduzir. A suplementação melhora o ganho de peso dos animais e contribui para reduzir o ciclo produtivo na pecuária de corte.

Mas lembre-se, para obter melhor desempenho é preciso aliar uma boa suplementação com um pasto de qualidade. Por isso, o pasto precisa ser visto com uma cultura que necessita de correção e adubação do solo, controle de pragas e invasoras, bom manejo e respeitar o ponto ideal de colheita (altura de pastejo pelos animais).

Além disso, é fundamental adequar a taxa de lotação de acordo com a produção de forragem, considerando os períodos das águas, seca e transições (seca-águas e águas-seca). De forma que, tenha capim disponível o ano todo para os animais.

Neste contexto ainda precisamos lembrar do fornecimento adequado de água, nutriente essencial para a sobrevivência e funcionamento correto do organismo. O animal pode ter pasto bom, suplementação ajustada, porém se faltar água os resultados serão ruins. A ingestão insuficiente de água reduz o consumo de matéria seca e o desempenho. Além disso, água de má qualidade é um risco para a saúde dos animais. Por isso, fique atento e forneça água de qualidade e em quantidade que atenda a demanda dos animais.

E por fim, tenha um bom planejamento, defina os objetivos e as metas de ganho de peso em cada fase de vida do animal, para então elaborar estratégias que atendam a elas. Assim, será possível melhorar o desempenho dos animais e ter maior retorno financeiro.

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Referências:
PAULINO, P. V. R.; OLIVEIRA, I. M.; MONNERAT, J. P. I. S.; REIS, S.F. Aspectos fisiológicos sobre o crescimento de bovinos de corte. In: Joanis Tilemahos Zervoudakis; Luciano da Silva Cabral. (Org.). Nutrição e Produção de Bovinos de Corte. 1ed.Cuiabá: FAPEMAT, 2011, v. 1, p. 237-263.

Fabíola Lino SOBRE O AUTOR
Fabíola Lino

Doutora em Zootecnia, professora universitária e Diretora Estadual da Associação Brasileira de Zootecnistas.

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