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Melhoramento genético na pecuária de corte

Por Fabíola Lino em 17 de setembro de 2020

O melhoramento genético animal visa, por meio da seleção e acasalamento, promover combinações genéticas favoráveis no rebanho para aumentar a produtividade e o retorno econômico. 

A seleção consiste em escolher os melhores touros e matrizes que serão os pais da próxima geração. Por sua vez,o acasalamento é a reprodução dos animais selecionados e resulta na concepção, gestação e nascimento do bezerro, matéria prima para a produção de carne. 

No processo de seleção busca-se aumentar a fertilidade do rebanho, a precocidade, diminuir o intervalo de gerações, melhorar o ganho de peso e a qualidade da carne. 

Atualmente, existem diversos programas de melhoramento genético que auxiliam o pecuarista a aperfeiçoar a genética do rebanho. Dentre eles, destacam-se:

O sucesso do melhoramento genético depende de uma boa definição dos objetivos e critérios de seleção. O objetivo de seleção está diretamente relacionado ao retorno econômico, enquanto os critérios de seleção são as características de interesse, mensuráveis, que visam atender ao objetivo. Neste sentido, a idade ao primeiro parto, a probabilidade de parto precoce e o perímetro escrotal, por exemplo, são critérios de seleção para alcançar a precocidade sexual em um rebanho. 

Em geral, as características avaliadas como critérios de seleção nos programas de melhoramento genético são:

  • crescimento: peso ao nascimento (relacionado com a facilidade de parto); peso aos 120, 210, 365 e 450 dias, que expressam o potencial de ganho de peso no período pré (120 e 210) e pós desmama (365 e 450); habilidade materna (avalia o ganho de peso dos bezerros devido a habilidade das mães em produzir leite).
  • fertilidade e precocidade sexual: perímetro escrotal; idade ao primeiro parto; probabilidade de parto precoce (3P); período de gestação; produtividade da vaca (kg de bezerro/vaca/ano) e o stayability relacionado a permanência da matriz no rebanho, sua capacidade de se manter por muitos anos e produzindo.
  • produtividade e qualidade da carne:  área de olho de lombo; acabamento de carcaça; marmoreio e maciez da carne.
  • eficiência alimentar: consumo alimentar residual (CAR).
  • características morfológicas: conformação; precocidade e musculosidade. 

Após as avaliações realizadas nos programas de melhoramento genético, é possível selecionar os melhores reprodutores. E, com base nos seus valores genéticos, realizar estratégias de acasalamentos para atingir os objetivos de seleção, visando máximo ganho genético.  

Entretanto, observa-se comumente nas fazendas o acasalamento aleatório, no qual utiliza-se um ou mais touros sem nenhum direcionamento, resultando em subaproveitamento do material genético. 

Para evitar esse problema, o ideal é usar ferramentas para direcionar os acasalamentos, a intensidade de uso dos touros e otimizar a genética disponível. São os chamados acasalamentos dirigidos e otimizados. Mas, para realizá-los na fazenda, é importante conhecer as características atuais (diagnóstico) do rebanho, definir os critérios de seleção, os indicadores base de produtividade e escolher os reprodutores. 

Assim, fazendas que buscam aprimorar a genética dos animais, conseguem melhores resultados e se tornam mais competitivas no mercado. Lembrando que é fundamental fornecer ambiente adequado (nutrição, manejo, sanidade e conforto) para os animais expressarem seu potencial genético. 

Portanto, o melhoramento genético é essencial para maximizar a produção e o lucro na pecuária de corte. E lembre-se: para selecionar os melhores animais, realizar os descartes corretamente e acompanhar os resultados é preciso ter todas as informações do rebanho. Por isso, conheça o iRancho e faça a coleta e registro eficiente dos dados produtivos individuais e do rebanho.

Fabíola Lino SOBRE O AUTOR
Fabíola Lino

Doutora em Zootecnia, professora universitária e Diretora Estadual da Associação Brasileira de Zootecnistas.

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