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Melhoramento genético e os tipos de acasalamento

Por em 14 de setembro de 2021

O melhoramento genético é um instrumento de grande importância na pecuária de corte. Permite produzir animais geneticamente superiores em menor tempo, acelerando o desempenho do rebanho e corrigindo características.

Mas é por meio do acasalamento, ou seja, das combinações que determinamos as características da progênie. O acasalamento ao acaso pode ser até mais fácil, mas não representa um melhoramento genético e nem sempre traz resultados significativos, muito menos corrige deficiências no rebanho.

Tipos de Acasalamento

Existem quatro diferentes tipos de acasalamento. Nenhum individualmente é o melhor para todas as situações. Cada um é indicado para um objetivo e necessidades de cada rebanho.

1 – Acasalamento entre semelhantes

É o acasalamento entre indivíduos semelhantes. Os melhores machos com as melhores fêmeas. Situação muita usada com sêmen de alto valor genético para inseminar as melhores vacas, aumentando os indivíduos geneticamente superiores e a formação de reprodutores.

2 – Acasalamentos compensatórios

Como o próprio nome diz, são acasalamentos que vão compensar características deficientes no outro indivíduo. Por exemplo: acasalar touros grandes com fêmeas pequenas, para produzir uma progênie de tamanho médio. 

3 – Consanguinidade

Acasalamento entre animais aparentados, muito usado para fixar o biotipo. Porém, a consanguinidade não favorece a produtividade e a fertilidade e deve ser evitada nas criações comerciais, apontam os especialistas.  Por isso, recomenda-se não usar um mesmo touro por mais de três anos no rebanho. 

4 – Cruzamento

É o cruzamento entre raças diferentes com características que se complementam. Recurso muito usado na pecuária de corte por conta do “vigor híbrido” ou “heterose” que esse acasalamento proporciona, produzindo animais com desempenho superior. Em resumo, os cruzamentos permitem combinar características desejáveis de diferentes raças, que devem ser escolhidas de acordo com a demanda seja do rebanho, dos recursos alimentares disponíveis, clima ou do mercado. 

O que são F1, F2 e three-cross? 

São os nomes dados aos resultados dos cruzamentos, sendo os números 1 e 2 indicadores da geração. Exemplo: uma fêmea Nelore acasalada com um touro da raça Angus, terá um produto ½ sangue Nelore/Angus também chamado de F1 (primeira geração).

Já o cruzamento deste animal meio-sangue Nelore/Angus (F1) com o Nelore (cruzamento absorvente) ou com outro animal meio sangue Nelore/Angus (retrocruza) resulta em um F2.

Quando é colocada uma terceira raça no cruzamento do meio-sangue Nelore/Angus teremos o Three-cross, que é a cruza entre três raças e também uma geração F2.

Como escolher raças para o cruzamento?

Não existe uma raça ou apenas um tipo de combinação boa para todas as situações. É importante entender quais são as necessidades do rebanho, o ambiente e o clima em que a progênie vai se desenvolver para fazer a escolha mais adequada. 

Se tratando de pecuária de corte, procure raças produtoras de carne. Para ter maior vigor híbrido, escolha raças distantes na história evolutiva. Também avalie se as duas raças se complementam. O mais importante: as raças ou a combinação delas não fazem o resultado sozinho, é preciso um bom manejo nutricional e sanitário, habilidade materna e variáveis como o clima. 

Conclusão

Escolher o cruzamento ou qualquer outro tipo de acasalamento requer planejamento e gerência. Adote um sistema de gestão para registrar as cruzas, as medições e os resultados. Só assim você saberá se o investimento neste tipo de reprodução está trazendo a remuneração necessária. Com o sistema iRancho é possível comparar os resultados entre as estações de monta, gerar gráficos e ter todas as informações sempre à mão. Você pode simular essa gestão, clicando aqui.

Pecuarista de Sucesso

Essa é mais uma lição do Pecuarista de Sucesso, uma jornada de conhecimento que está, neste capítulo, trazendo todos os assuntos que envolvem a reprodução animal. Caso você tenha perdido alguma das lições anteriores, abaixo o link para você rever e maratonar. Até a próxima!

Como a nutrição das matrizes afeta o seu desempenho reprodutivo?

A importância da identificação de matrizes

Referências Bibliográficas:

Ferramentas e Estratégias para o Melhoramento Genético de Bovinos de Corte – Embrapa Gado de Corte – Set, 2009

Coleção 500 Perguntas – 500 Respostas – Gado de Corte – Embrapa

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