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O segredo do sucesso do seu rebanho está na fase de cria. O que fazer?

Por Fabíola Lino em 17 de dezembro de 2020

O sucesso da fase de cria depende da quantidade e qualidade dos bezerros produzidos e do seu custo de produção. Contudo, a cria engloba diversas atividades e categorias distintas (touros, matrizes e bezerros) que possuem necessidades diferentes. Assim, para obter lucro é primordial ter um controle eficiente dos animais, manejos e custos ao longo de vários meses desde a reprodução até a desmama dos bezerros.

Dessa forma, o controle pecuário durante a fase de cria compreende o registro e acompanhamento dos animais e das atividades realizadas na fazenda para verificar se o planejado foi executado corretamente e os resultados foram obtidos. Mas é importante definir o que será medido, em qual momento e quem medirá.

A cria tem duração média de quase dois anos, pois compreende o tempo gasto com a reprodução, somado ao período de gestação da vaca (9 meses) e aos meses do nascimento do bezerro até o seu desmame (média de 6 a 8 meses). Dentro deste período são executadas diversas atividades tais como a seleção dos reprodutores, inseminação artificial ou monta natural, diagnóstico de gestação, parto, manejos com os bezerros neonatos, fornecimento de alimentos, pesagens, identificação animal, entre outras.

Neste sentido, a estação de monta é uma etapa importante e decisiva para o quantitativo de bezerros produzidos. Afinal, é preciso que a maioria das vacas estejam prenhas ao final da estação. Por isso, a coleta de dados se inicia neste período, para orientar no descarte das fêmeas improdutivas e gerar índices zootécnicos . Além disso, será possível projetar a quantidade de bezerros que serão obtidos e a receita esperada no caso de venda destes. 

Dessa forma, durante a estação de monta é preciso registrar a quantidade de vacas que foram inseminadas ou submetidas a monta natural, a idade destas, a genética do(s) touro(s), quantidade de doses utilizadas e dos produtos usados nos protocolos hormonais para sincronização de estro, materiais de apoio como botijão de sêmen, paletas, doses de sêmen, entre outros. Tudo o que foi utilizado neste período. 

Outros dados importantes dizem respeito a quantidade de vacas prenhas e vazias após o diagnóstico de gestação e número de descartes.  Bem como, os dados relacionados à nutrição das matrizes, como a lotação, números de piquetes, sistemas de pastejo, consumo de suplementos, entre outros.  Após os nascimentos é preciso registrar os pesos dos bezerros, os manejos realizados, a identificação das crias e tudo o que ocorreu com elas até o desmame. 

Durante todo o período da cria, além dos controles produtivo e reprodutivo, é fundamental realizar o financeiro. Pois, o custo de produção do bezerro interfere na margem de lucro com a sua venda. O custo do bezerro é calculado com base nas despesas para a sua produção, que englobam os gastos com a matriz, cobertura ou inseminação, gestação e com o bezerro até a desmama. 

Portanto, tudo que foi gasto nesse período precisa ser registrado. Uma alternativa fácil e organizada é separar os custos por categoria como: reprodutivos, administrativos, equipe, nutrição, sanidade. Assim, fica fácil organizar as contas a pagar, as pagas e elaborar o planejamento de compras

Além disso, é importante realizar o controle climático, que muitas vezes é esquecido. Os valores médios de temperatura, umidade e volume de chuvas são importantes na produção a pasto pois tem relação direta com o crescimento do capim. Tais variáveis são ainda necessárias para avaliar o conforto térmico dos animais e utilizadas nos softwares de balanceamento de rações para ajustar a dieta. Animais em estresse térmico têm maior gasto energético, pois perdem energia para regular sua temperatura corporal. 

Por isso, recomenda-se manter na fazenda um pluviômetro para medir a quantidade que choveu no dia e ter termômetro de temperatura máxima e mínima. Caso não seja possível ter os equipamentos na fazenda, você pode consultar a base de dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) (colocar link do site) e obter os dados da região. 

Portanto, é fundamental medir e acompanhar tudo o que acontece na produção dos bezerros. Contudo, o desafio diário do pecuarista é coletar, registrar e organizar todos estes dados produtivos e financeiros para gerar informações confiáveis para a tomada de decisão. 

A solução é encontrar as ferramentas adequadas, para uma boa gestão. O iRancho é um software de gestão que contribui significativamente para o controle, pois é fácil de utilizar e de registrar as atividades diárias. Além disso, possui um aplicativo exclusivo para o peão usar do seu próprio celular, de onde ele estiver, seja no pasto ou no curral. Com isso, o controle da cria é bem executado e você pecuarista tem tudo o que precisa para saber se está ganhando dinheiro e tomar decisões assertivas.

Mas não esqueça de capacitar a equipe para que todos entendam a importância dos controles e que falhas na coleta e registro dos dados atrapalham a gestão. O controle é fundamental para uma boa gestão da fazenda, e consiste em uma tarefa contínua para que as falhas sejam corrigidas em tempo hábil. 

Lembre-se, para obter retorno financeiro na fase de cria é importante usar estratégias para produzir mais bezerros, de qualidade e a um custo satisfatório. Por isso, conheça o iRancho e veja o quanto a tecnologia ajuda você pecuarista a controlar a fazenda de forma eficiente e lucrativa.

Fabíola Lino SOBRE O AUTOR
Fabíola Lino

Doutora em Zootecnia, professora universitária e Diretora Estadual da Associação Brasileira de Zootecnistas.

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