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Governo propõe corte de 45% no orçamento da Embrapa para 2020 e pesquisas correm riscos

Estatal afirma que, se verba for diminuída, projetos de agricultura de precisão, biotecnologia e sanidade animal poderão ser afetados.

 

O orçamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), uma das principais fontes de novas tecnologias para o setor agropecuário, poderá sofrer corte de 45% em 2020.

Em 2019, os recursos destinados para a estatal foram de R$ 3,6 bilhões. A proposta do governo federal para o ano que vem é de R$ 1,9 bilhão e está em análise no Congresso Nacional.

O texto já começou a ser discutido na Comissão Mista de Orçamento, que é composta por deputados e senadores. Eles vão dar o primeiro parecer sobre a previsão de gastos do governo federal para 2020.

O deputado Domingos Neto (PSD-CE), relator do orçamento, disse que a previsão de cortes atingiu todas as áreas, mas reconhece que o setor agropecuário tem um papel estratégico no desenvolvimento da economia do país.

“O setor do agro tem todo o apoio necessário para garantir a proteção de um setor que é o que move a nossa economia. O nosso trabalho nos próximos meses vai ser olhar onde tem recurso a mais para poder cortar e remanejar para onde se precisa mais”, explica Neto.

Em outubro, os parlamentares devem apresentar as emendas ao projeto de orçamento. A votação final está prevista para dezembro.

 

Projetos em risco

 

Atualmente, 90% do orçamento da Embrapa é para cobrir gastos com a folha de pagamentos. O restante é para custeio e investimento em pesquisas.

A direção da Embrapa disse em nota que há quatro anos o orçamento vem caindo e por isso, tem feito cortes nas despesas.

Cita também a redução no número de centros de pesquisas e de unidades administrativas, mas reconhece que se o orçamento for aprovado como está, pesquisas em áreas importantes poderão ser afetadas.

A nota diz ainda que alguns projetos correm riscos, como os de agricultura de precisão e automação, biotecnologia, sanidade animal.

A notícia do corte preocupa o ex-presidente da Embrapa, Sebastião Barbosa, que foi exonerado pelo governo em julho deste ano.

“Se não tomar cuidado isso representa o fim de tudo que foi feito pela Embrapa ao longo dos anos. A pesquisa é uma coisa de longo prazo. Uma estatal para a pesquisa agropecuária é fundamental”, afirmou Barbosa.

 

Fonte: Globo Rural

Mercado do Boi Gordo


“Em função da oferta contida de boiadas, as indústrias encontram dificuldade em compor as escalas de abate, fator que tem acirrado a concorrência entre os frigoríficos e impulsionado as cotações.

Os preços acima da referência são cada vez mais comuns, estimulando os reajustes das cotações.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em Cuiabá-MT e no Sudeste de Mato Grosso, por exemplo, os preços subiram na última quinta-feira (5/9) e a arroba ficou cotada, respectivamente, em R$142,00 e R$140,50, à vista, livre de Funrural. Alta de 1,4% e 1,8% desde o início da semana.

No mais, os estoques enxutos permitiram valorizações no mercado atacadista de carne bovina com osso, e no fechamento do dia 5/9 o boi casado castrado ficou cotado em R$10,30/kg. Alta de 0,9% na comparação dia a dia.”

Fonte: Scot Consultoria

O aumento das queimadas na Amazônia demanda diálogo

Nas últimas semanas, entre os temas em voga, sem dúvida, a política de proteção da Amazônia é o assunto do momento, principalmente quando o apelo ocorre por conta do aumento das queimadas. O tema rendeu manifestações de toda ordem; desde figuras púbicas, até autoridades internacionais, como o presidente francês, Emmanuel Macron. A desinformação, comum a grande maioria dos discursos, é que preocupa. Afinal, qual é a verdade por trás das imagens sensacionalistas? Convém, de todo modo, trazer dados técnicos para o debate.

 

A Amazônia realmente está “em chamas”?

 

Logo de início, questiona-se: a Amazônia realmente está “em chamas”? A reposta é não. Oportuno trazer aqui dados técnicos e não imagens impactantes sem fontes confiáveis. A central de monitoramento de queimadas¹ do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) registrou 38.155 focos ativos de queimadas até hoje (23-08-19), o que supera os 22.774 focos registrados em 2018, no mesmo período, mas aproxima-se dos números registrados em 2017 (37.380) e 2016 (39.088). Para o espanto de muitos, os números ainda estão bem longe dos anos críticos – 2005, 2007 e 2010 –, que registraram números acima dos 90 mil focos. Além disso, cumpre ressaltar, inclusive, que ao se tratar de Biomas, o Cerrado possui números até piores que os da própria Amazônia: 27.149 km² de áreas queimadas contra os 18.629 km², respectivamente.

Passa-se, agora, ao segundo questionamento: de quem é a culpa? As respostas assumem tons de toda sorte, desde a omissão do governo federal, e até mesmo ao agronegócio.

Com relação ao governo federal, acredita-se que as medidas de intervenção nestes primeiros meses de gestão, desde aquelas ocorridas na estrutura do IBAMA e do ICMBio, até mesmo nas recentes alterações na gestão do Fundo Amazônia – que resultaram na fuga de capital estrangeiro -, não estão relacionadas diretamente com o aumento do número de queimadas. Isso porque os números ainda estão compatíveis com os últimos 15 anos de monitoramento e seria de grande imprudência atribuir a oito meses de gestão uma suposta catástrofe ambiental dessa ordem. O problema aqui, amigos, está no discurso.

 

No que diz respeito ao agronegócio, desconhece muito a atividade quem a culpa pelo aumento das queimadas, e até mesmo pelo avanço do desmatamento.

 

No que diz respeito ao agronegócio, desconhece muito a atividade quem a culpa pelo aumento das queimadas, e até mesmo pelo avanço do desmatamento. O agronegócio brasileiro, este caracterizado por emprego de tecnologia, altos investimentos e alta produtividade, e em consonância com as normas ambientais, há muito abandonou as práticas atrasadas de manejo do solo por queimadas. Além disso, após a implementação de novos instrumentos de gestão, como o Cadastro Ambiental Rural, os proprietários tiveram que se atentar para a regularização ambiental do imóvel, como a implementação de Reserva Legal e respeito às áreas de preservação permanente.

De acordo com Marcelo Britto, CEO da Agropalma e presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), as possíveis fontes de degradação têm origem na ocupação irregular de terras (grilagem), atividade de extração irregular de madeira e até mesmo assentamentos rurais. Vale lembrar também que até mesmo fenômenos naturais possuem correlação com o aparecimento de focos de queimadas.

Fato é que declarações inoportunas do próprio Presidente podem acabar gerando um clima de permissividade e produzir uma sensação de abandono e ingerência na proteção da Amazônia. É importante evitar a consolidação dessa imagem lá fora, o que levaria a possíveis prejuízos na comercialização dos nossos produtos no mercado internacional. Essas atitudes temerárias acabam por prejudicar a reputação do nosso agronegócio no exterior e criar um cenário desfavorável ao Brasil, como as recentes oposições ao acordo Mercosul-União Europeia em razão da Amazônia. O momento demanda diálogo e transparência.

 

Escrito por: Artur Ricardo Siqueira. Advogado Agroambiental e Engenheiro Agrônomo. Pós-graduando em Agrário e Ambiental pelo IBMEC-SP, Sócio do GMPR Advogados S/S.

¹ http://queimadas.dgi.inpe.br/queimadas/portal

Acordo Mercosul-Efta

De acordo com as estimativas do Ministério da Economia, o acordo Mercosul-Efta representará um incremento do PIB brasileiro de US$ 5,2 bilhões em 15 anos.

O acordo entre o Mercosul e o bloco de países europeus da Associação Europeia de Livre Comércio (Efta) vai ampliar mercados para produtos brasileiros e aumentar a competitividade da economia nacional. O governo brasileiro manifestou essa expectativa no sábado (24) em nota conjunta dos ministérios das Relações Exteriores, da Economia e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Nesta sexta-feira (23), após 10 rodadas de negociações, iniciadas em 2017, os dois blocos chegaram a um acordo comercial, que terá de ser votado pelos parlamentos dos países-membros para entrar em vigor.

Na nota conjunta, os três ministérios afirmam que o mercado brasileiro terá facilidade de acesso ao bloco formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, que tem Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 1,1 trilhão e população de 14,3 milhões de pessoas.

De acordo com os ministérios, após entrar em vigor, o acordo permitirá acesso preferencial para produtos agrícolas exportados pelo Brasil, por meio isenção de tarifas ou cotas, e a abertura de oportunidades comerciais a diversos produtos, como carne bovina, aves, milho, farelo de soja, melaço de cana, mel, café torrado, frutas e sucos de frutas.

Somando a isso, segundo a nota estima-se um aumento de US$ 5,9 bilhões e de US$ 6,7 bilhões nas exportações e nas importações totais brasileiras, totalizando um aumento de cerca de US$ 12,6 bilhões na corrente comercial brasileira.

O anúncio do acordo foi feito na sexta pelo presidente Jair Bolsonaro e ocorreu menos de dois meses após o Mercosul concluir o maior acordo comercial de sua história, fechado com a União Europeia em junho.

Fonte:https://revistagloborural.globo.com/

 

Embrapa e AGCZ promovem LeiloShopping de touros jovens em Goiás

LeiloShopping de touros jovens em Goiás

No dia 31 de agosto, a Embrapa e a Associação Goiana dos Criadores de Zebu (AGCZ) vão promover o LeiloShopping de Touros Jovens “A Excelência em Eficiência Genética”. O evento será realizado a partir das 8h no Centro de Desempenho Animal do Núcleo Regional da Embrapa Cerrados, localizado na Embrapa Arroz e Feijão, em Santo Antônio de Goiás (GO). Serão ofertados 70 touros das raças Nelore, Tabapuã, Brahman e Guzerá oriundos de diferentes criatórios do Brasil Central.

Os touros, que terão idade média de 24 meses na data do LeiloShopping, se destacaram pelo desempenho individual em características de crescimento, reprodução, funcionalidade, morfológicas e de carcaça durante as avaliações, a pasto, da 21ª edição do Teste de Desempenho de Touros Jovens (TDTJ) da Embrapa, realizada entre junho de 2018 e maio de 2019. Os animais também estão sendo avaliados para eficiência alimentar desde o início de maio deste ano.

Segundo o pesquisador Cláudio Magnabosco (Embrapa Cerrados), coordenador do evento, a ideia de realizar um LeiloShopping de Touros Jovens em vez de um simples leilão visa dar mais transparência às vendas, uma vez que os animais estarão expostos virtualmente na página da Arroba TV na internet (www.tvarroba.com.br) a partir do dia 15 de agosto, quando os interessados já poderão dar pré-lances.

“No dia 31 de agosto, presencialmente ou via internet, os lances poderão ser consolidados ou não. A grande vantagem é que o produtor não precisará ficar no afã da batida do martelo. Ele terá muito mais tempo para decidir sobre as compras, analisando, com muito mais minúcia, cada lote que possa contribuir em sua fazenda”, explica. “É um evento de transferência de tecnologia e genética de fazendeiro para fazendeiro, porém com tecnologia”, acrescenta Magnabosco.

A Arroba TV fará a transmissão ao vivo do LeiloShopping pela internet e vai coordenar os lances virtuais e presenciais. O pagamento dos animais arrematados será feito em 26 parcelas. O regulamento completo do LeiloShopping pode ser acessado aqui.

Os animais poderão ser visitados no Centro de Desempenho Animal a partir de 26 de agosto. Os interessados devem entrar em contato com Renata pelo telefone (62) 3533-2205 e realizar o agendamento da visita, que poderá ser feita entre 8h e 17h. O visitante será acompanhado por um técnico da Embrapa.

Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (62) 3533-2205 e (62) 99702-2077 com Renata ou Atônio. O e-mail de contato é cnpaf.pilp@embrapa.br.

Também apoiam o LeiloShopping as empresas e instituições Agrosser, AGT, ANCP, Aval, CRV Lagoa, Del Tupi, Fapeg, Fundepec, IRancho, Pinauto, Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SEAPA), Sicoob e Sudeco.

Sobre os Testes de Desempenho de Touros Jovens

A Embrapa Cerrados e a Embrapa Arroz e Feijão desenvolvem desde 1997 o Projeto de Integração Lavoura-Pecuária (PILP), com o objetivo de criar e aprimorar novas tecnologias para os sistemas de produção, tendo em vista a melhoraria da eficiência produtiva e a sustentabilidade no Bioma Cerrado. Após 21 anos de trabalho, os resultados obtidos pelo PILP mostram que as tecnologias disponibilizadas podem contribuir significativamente para a melhoria dos sistemas de produção, que envolve a exploração integrada de componentes agrícolas e pecuários.

Quanto ao componente animal, é de fundamental importância para a sustentabilidade do sistema não apenas disponibilizar alimentos de boa qualidade, principalmente obtidos de forragens de alto valor nutritivo e de pastagens renovadas, como também a identificação de material genético animal que possa utilizar esses recursos alimentares de forma eficiente. Nesse sentido, é preciso selecionar como reprodutores os animais com maior longevidade, alta eficiência reprodutiva, conversão eficiente dos alimentos em carne e que tenham biótipo que possibilite uma composição de carcaça ideal.

Com o objetivo de identificar animais de elevado mérito genético e avaliar o aumento na produtividade (kg de carne/ha), foi implementado o Teste de Desempenho de Touros Jovens (TDTJ), em parceria com o Programa Nelore Brasil, coordenado pela Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores (ANCP), homologado pela  Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ), com o apoio da AGCZ.

A avaliação do desempenho animal em sistemas integrados de culturas anuais e pastagem é realizada por meio de uma prova de ganho em peso (PGP) – o TDTJ, realizado anualmente. A PGP tem período de adaptação seguido de avaliação durante a prova efetiva, totalizando 294 dias. Durante todo o experimento, os animais são mantidos em grupos contemporâneos, em confinamento com dieta total ou pastagens renovadas por sistema de Integração Lavoura-Pecuária, sendo suplementados com a mineralização adequada para a categoria animal e época do ano.

Os animais são selecionados de propriedades participantes de programas de melhoramento genético, o que garante o controle rigoroso da origem genética, desempenho e formação de grupos de contemporâneos, permitindo assim a análise comparativa. Todos eles foram pré-selecionados nas propriedades de origem por técnicos da Embrapa, da ANCP e da ABCZ, buscando, dessa maneira, animais de qualidade e que pudessem ser competitivos dentro do lote.

Sobre o Teste de Eficiência Alimentar

O Centro de Desempenho Animal do Núcleo Regional da Embrapa Cerrados conta com uma moderna estrutura de medição de ganho de peso e do consumo individual dos animais em avaliação. A área do confinamento possui cochos eletrônicos com pesagem de alimentos e identificação individual dos animais, bem como plataformas de pesagem associadas ao bebedouro. Dessa forma, ao final do dia, obtém-se a quantificação do consumo e do peso vivo dos animais, mas com interação entre os animais num mesmo ambiente.

Os dados apresentados de peso vivo e de ganho em peso são obtidos por meio de um algoritmo gerado pelo sistema Intergado a partir das pesagens diárias dos animais. O período de avaliação teve início em maio e será concluído neste mês de agosto de 2019, totalizando 70 dias de computação dos dados. Antes, os animais estiveram por 20 dias adaptando-se ao manejo, aos equipamentos e à alimentação.

A dieta do teste de eficiência alimentar é constituída por 66% de silagem de milho e 34% de concentrado (base matéria seca), sendo o concentrado composto por gérmen de milho, quirera de milho, farelo de soja bypass, núcleo mineral e ureia pecuária.

A eficiência alimentar pode ser medida pela conversão alimentar, pela eficiência alimentar propriamente dita e pelo consumo alimentar residual (CAR). A conversão alimentar indica quantos kg de alimento foram consumidos para o animal ganhar 1 kg de peso vivo (kg consumido/kg de peso ganho). Nesse caso, valores menores dessa relação são desejados.

Já a eficiência alimentar indica quantos kg de peso vivo são obtidos para cada unidade de matéria seca consumida (kg ganho/kg consumido). Valores maiores dessa relação são desejados.

Por fim, o CAR é a diferença entre o consumo de matéria seca observado e o estimado com base na produção (ganho médio diário – GMD) e a mantença (peso vivo médio metabólico – PVMM). Aqui, valores negativos são favoráveis, ou seja, animais CAR negativos têm maior eficiência alimentar que os CAR positivos.

Crescimento de 20% na exportação brasileira de carne

Segundo a Abiec foram exportadas 982 mil toneladas de carne bovina in natura nos sete primeiros meses deste ano; tendo um avanço de 20,1% em relação ao mesmo período de 2018.

Com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) a  Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) afirmou que essa exportação chegou  a 982 mil toneladas.

As receitas subiram 11,6% no acumulado de janeiro a julho deste ano em comparação com igual período de 2018, para US$ 3,73 bilhões. No período, as vendas para a China cresceram 10,9% em volume, alcançando quase 175 mil toneladas.

Segundo o Presidente da Abiec Antônio Jorge Camardelli os resultados foram bastante positivos e estão de acordo com as projeções de crescimento nas exportações brasileiras.

A maior ameaça à carne vegetal são… os próprios vegetais

Marfrig, JBS e Burger King se uniram a uma grande leva de startups no promissor mercado de carne de origem vegetal. Mas há algumas pedras no caminho

Por Lucas Amorim

Os investidores da produtora de carne bovina Marfrig estão entusiasmados com a entrada da empresa no sexy nicho das carnes vegetais, tido por muitos como a salvação da indústria de proteína animal. As ações da Marfrig subiram 6,5% nesta terça-feira após anúncio de parceria com a empresa americana Archer Daniels Midland, especializada em alimentos de origem vegetal.

A Marfrig se une, assim, à gigante JBS, que já havia anunciado hambúrgueres vegetais, e a startups incensadas, como a brasileira Fazenda do Futuro, a chilena The Not Company e as americanas Impossible Foods e Beyond Meat. A rede de restaurantes Burger King anunciou na semana passada que vai começar a oferecer um sanduíche de hambúrguer vegetal em todas as suas 7.000 lojas nos Estados Unidos a partir de 8 de agosto.

Em comum, essas companhias desenvolveram hambúrgueres que têm gosto e textura de carne bovina, mas são feitos com base vegetal. São, por isso, chamadas de foodtechs — um termo cool que caiu no gosto dos investidores. Em julho, a Fazenda Futuro recebeu 8,5 milhões de dólares de investimento liderado pelo fundo brasileiro Monashees. A Not Company tem investimento do homem mais rico do mundo, Jeff Bezos, dono da varejista Amazon. A Impossible Foods já atraiu quase 400 milhões de dólares em aportes.

Mas a estrela da turma é a Beyond Meat. Criada em 2009, a companhia estreou em maio na bolsa de tecnologia Nasdaq, e viu suas ações passarem de 25 para 235 dólares em dois meses, levando seu valor de mercado para 14 bilhões de dólares. É o maior exemplo do enorme potencial de empresas que usam tecnologia para cortar a dependência da carne bovina, com um produto sustentável e que cai nas graças dos consumidores mais jovens e antenados. Parece um passaporte garantido para o futuro, certo? Nem tanto.

De 5 para 85 bilhões

Os números de mercado potencial que decoram as apresentações dessas empresas para investidores são de fato grandiosos. Um estudo do banco UBS calcula que o mercado carne à base de plantas faturou 5 bilhões de dólares em 2018 e pode chegar a 85 bilhões de dólares em 2030.

Segundo o UBS, os hambúrgueres devem seguir a trajetória de outros produtos de base vegetal, como os leitos de soja e amêndoas, que cresceram 60% entre 2013 e 2017, para 21 bilhões de dólares. São produtos que seduziram não só os intolerantes à lactose ou os preocupados com o bem-estar animal ou os danos ao meio ambiente causados pela pecuária, mas também quem procurava bebidas gostosas e saudáveis, e estava disposto a pagar por elas. A conta do UBS projeta que as carnes vegetais conquistem além dos vegetarianos, que hoje respondem por 5% da população dos EUA.

Os leites vegetais já respondem por 12,6% do participação de mercado em produtos lácteos nos EUA, numa dinâmica semelhante à vista no mercado de cervejas artesanais, que cresceu a ponto de ameaçar as gigantes. A reação de cervejarias como a ABInBev, a maior do mundo, foi comprar dezenas de artesanais e lançar suas próprias linhas.

São exemplos que mostram que o consumidor está sedento por novidades, e vai precisar delas, à medida que o planeta deve ganhar 2 bilhões de novos moradores até 2050. Resta saber se a carne vegetal é uma delas.

Com o sucesso recente do produto, o lobby contrário deve crescer. O Canadá, a União Europeia e alguns estados americanos estão discutindo leis que proíbam que as carnes vegetais sejam chamadas de “carne” ou de “hambúrguer” nos rótulos. O preço tende a ser outra barreira natural a manter as carnes vegetais restritas a um nicho de consumidores abastados, ao menos por um tempo. O preço médio da carne de vaca nos Estados Unidos é de 10 dólares o quilo, ante 24 dólares do hambúrguer da Beyond Meat e quase 200 dólares de bifes gerados em laboratório.

Debates sobre os benefícios nutricionais dos bifes de planta também estão em alta. Uma reportagem do jornal Wall Street Journal mostra que, embora as startups afirmem que seus produtos têm menos colesterol e gorduras, nutricionistas apontam para o fato de terem a mesma quantidade de calorias e mais sódio que hambúrgueres tradicionais. Além disso, é claro, são alimentos ultra-processados, indo na contra-mão do que uma parcela desta nova leva de consumidores defende.

Sob esta ótica, os hambúrgueres de plantas podem não conter carne bovina e serem mais saudáveis sob vários aspectos, mas têm o jeitão daquela indústria ultra-processada que combina mais com o século 20 que com o século 21. Nos Estados Unidos, a rede de restaurantes Chipotle não vende carne vegetal por afirmar que evita conservantes e cores artificiais em seus ingredientes.

A maior ameaça para que os hambúrgueres vegetais passem de nicho para o novo normal pode não estar no apego ao consumo diário de carne tradicional. Mas sim no fato de que há alternativas mais saudáveis, baratas e sexies: são as frutas, os legumes e as verduras.

Extraído de https://exame.abril.com.br/negocios/a-maior-ameaca-a-carne-vegetal-sao-os-proprios-vegetais/amp/

Como resolver o problema de coleta de dados no curral

Enfrentando problemas com a coleta de dados no curral? Já chega dos caderninhos, planilhas e papéis de anotação!

Se você é pecuarista, provavelmente deve ter dificuldades para coletar dados dos animais quando está no curral. Isso porque não é nada prático anotar todas as informações à mão e, quando fazemos isso, podemos acabar esquecendo de dados importantes, registrando algo errado ou até mesmo perdendo as anotações.

Para resolver o problema de coleta de dados no curral, cada vez mais fazendeiros vêm optando por utilizar softwares que facilitam essa coleta.

O iRancho também funciona no curral!

A Rancho Soluções foi criada justamente para auxiliar os pecuaristas a gerirem melhor seu negócio com rapidez, facilidade e praticidade. Nosso software, iRancho, facilita a gestão da fazenda, de maneira que você consegue aumentar tanto a sua produtividade quanto a sua rentabilidade.

Como sabemos, a coleta de dados no curral é crucial para uma boa gestão da fazenda, o iRancho tem o Manejo, que é uma funcionalidade específica para a realização dessa atividade. Mesmo sem internet, você consegue coletar dados no curral e registrar tudo o que precisar sobre pesagem, medicamento, aparte de animais, consultas de situação etc.

Uma vez que os dados tenham sido inseridos, o iRancho se encarrega de fazer a sincronização com a sua base de dados. Por meio do registro dos dados, você garante o conhecimento de tudo o que acontece com os seus animais e recebe informações valiosas para tomar decisões mais acertadas e administrar melhor a sua fazenda.

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Exportações de carne bovina: o cenário é positivo

De acordo com uma pesquisa da Rabobank de junho de 2019, o cenário atual é positivo para as exportações de carne bovina. O volume exportado entre os meses de janeiro a maio aumentaram 16,6% em relação ao último ano.

Dentre os principais compradores estão a China, a Rússia, os Emirados Árabes e o Irã, que aumentaram suas importações de carne bovina brasileiras devido aos preços competitivos em função do câmbio.

Nos próximos meses, a China deve manter o ritmo acelerado das suas importações de proteína animal em razão do surto de Peste Suína africana que vem acometendo seu rebanho suíno.

O caso atípico da “Vaca Louca” fez com que os embarques brasileiros para a China fossem suspensos e impactou as operações de abate dos frigoríficos que atendem o mercado externo, o que contribuiu com a queda nas cotações do boi gordo anunciadas no mercado interno.

Com o início da estação seca em maio e o aumento da oferta de boi para os frigoríficos, o preço da arroba tem sido pressionado. A demanda, por outro lado, vem se recuperando lentamente.

Há, entretanto, a expectativa de retomada da economia para que novamente se possa consumir um volume maior de carnes e cortes melhores. O esperado é que, nos próximos meses, haja uma leve recuperação dos preços devido ao aumento das importações.

Caso haja uma retomada da economia brasileira até o final do ano, o setor pode aquecer ainda mais, tendo em vista que é a época em que o consumo de proteína animal é maior, principalmente no último trimestre.

Fique atento!

  • A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) afirmou, mais uma vez, que o Brasil possui um risco insignificante da doença da “Vaca Louca”, a encefalopatia espongiforme bovina.
  • Como o retorno das importações da Rússia, a categoria “miúdos” cresceu e registrou recorde no volume exportado.

 

Fonte: Rabobank AgroInfo

Início da safra 2019/2020

É hoje, dia 1 de julho, o início da safra 2019/2020. Isso porque, na agropecuária, a safra de engorda de capim vai do dia primeiro de julho ao dia trinta de junho do ano subsequente.

Quando analisamos dessa forma, conseguimos mensurar os resultados da pecuária e da agricultura no mesmo período, o que é extremamente importante em fazendas com integração.

Além disso, o ciclo do nascimento até o desmame ocorre nessa época em fazendas de criação e é o melhor momento para acompanhar a curva de crescimento e o ciclo de vida das gramíneas e forrageiras nos pastos.

É por esses motivos que, quando falamos sobre agropecuária, o mês de julho é o mais importante. Além de ser fundamental pelo fechamento da safra anterior, é o mês ideal para começar o planejamento da próxima safra.

Para a safra de 2019/2020, devemos transformar nossos erros da última safra em aprendizados. Assim, podemos tomar decisões melhores e, consequentemente, obtemos melhores resultados.

De acordo com Rodrigo Albuquerque, do Notícias do Front, a última safra acabou com preços bem firmes, sem escalas longas, e o atacado da carne se manteve enxuto. O semestre terminou com R$2,25/@ acima do nível de quando o ano começou, o que é um bom sinal.

Apesar disso, Albuquerque acredita que ainda estamos em um período incerto para que seja possível fazer quaisquer previsões sobre a arroba, uma vez que estamos na fase de transição dos pastos para os sistemas intensivos.

Já o comentarista Benedito Rosa, do Canal Rural, afirma que há poucos dias antes do início da safra 2019/2020, os produtores já estavam de olho em questões como clima, mercado internacional, preços e, inclusive, as novas condições de financiamento do Plano Safra 2019/2020.

Apesar dos muitos problemas, ele acredita que o ânimo do agricultor está bom.

 

Fontes: Notícias do Front, Canal Rural e Instituto Inttegra