O bezerro desmamado é o produto final da fazenda de cria. No entanto, o lucro não é determinado pelo preço que o mercado paga, mas pela diferença entre esse valor e o custo acumulado desde a manutenção da vaca até o dia do aparte.
Neste artigo, você vai conferir:
- A importância de conhecer o custo de produção do bezerro desmamado.
- Fatores que fazem a diferença na hora do cálculo
- Tecnologias que ajudam a “baratear” o bezerro
Por que é importante saber o custo do bezerro?
Muitos produtores comemoram quando o preço do bezerro sobe, mas esquecem que o lucro não depende só do valor de venda. A oferta limitada de bezerros no mercado tem elevado o preço da arroba, o que é atrativo para quem vende bezerros desmamados. No entanto, para aqueles que realizam o ciclo completo, isso significa um aumento nos custos de produção do boi gordo.
Saber o custo de produzir o bezerro desmamado é vital por dois motivos principais:
- Para quem vende: Permite traçar estratégias de venda e identificar onde o dinheiro está indo embora, os famosos gargalos.
- Para quem faz ciclo completo: O bezerro de hoje será o boi gordo de amanhã. Se você não domina o custo da cria, compromete a margem da engorda lá na frente.
Portanto, não basta que a vaca conceba um bezerro anualmente, é importante que ele seja saudável e produzido com um custo que permita maximizar o lucro. E lembre-se: registrar os insumos, despesas e todos os custos envolvidos na produção é fundamental para calcular corretamente o custo do bezerro.
Como calcular o custo do bezerro na ponta do lápis?
O custo de produção do bezerro não começa no nascimento, mas na manutenção da matriz. Portanto, o cálculo deve partir dela e considerar todos os componentes: insumos, nutrição, sanidade, mão de obra e depreciação. Também devem ser incorporados os custos reprodutivos, como touro, sêmen e protocolos, garantindo uma apuração completa.
Se você tem 100 vacas e uma taxa de desmame de 50%, o custo de manter essas 100 matrizes será diluído por apenas 50 bezerros, elevando significativamente o custo. Quando a conta não fecha, muitas vezes o problema está no custo das vacas vazias, que acaba consumindo a margem dos bezerros produzidos.
Estação de monta e IATF: Tecnologias que “barateiam” a produção
Nesse sentido, a estação de monta curta, entre 70 a 90 dias, é a maior aliada na produção de bezerros. Ela concentra os nascimentos na época de melhor oferta de capim, garantindo que o bezerro cresça com vigor e a vaca recupere o escore corporal rapidamente.
Além disso, o uso da IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo) tem se mostrado um investimento de alto retorno. De acordo com um estudo da USP, para cada R$ 1,00 investido em IATF, o produtor pode ter um retorno de R$ 4,00 a R$ 6,00, principalmente devido à melhora da taxa de prenhez.
Além do uso de tecnologias reprodutivas pode gerar um aumento de até 27% na produção de carne. Isso acontece porque você coloca genética de ponta e garante bezerros mais padronizados e pesados.
O que os números da sua cria estão dizendo?
Como vimos, calcular o custo real do bezerro exige atenção aos detalhes, desde o valor da dose do sêmen até a taxa de desmame final. Quando esses dados são registrados com precisão, você deixa de trabalhar com estimativas e passa a dominar a rentabilidade real de cada ciclo.
Com a estação de monta caminhando para o fim em muitas regiões, é o momento ideal para revisar os indicadores e planejar as estratégias de venda. Utilizar um software de gestão como o iRancho dá a agilidade necessária para identificar gargalos e clareza para definir suas melhores estratégias de venda ou reposição.