O sistema de cria é a base da pecuária de corte e uma das fases mais complexas de toda a atividade. Do planejamento da estação de monta ao desmame, cada etapa exige atenção, consistência e execução cuidadosa do manejo nutricional, sanitário e reprodutivo.
Nesse cenário, uma boa gestão permite ao pecuarista acompanhar indicadores, identificar oportunidades de melhoria e tomar decisões assertivas, tornando a cria mais eficiente e rentável.
Neste conteúdo:
- A importância de uma boa gestão na fase de cria
- Como a tecnologia substitui o “achismo” por indicadores reais
- O exemplo prático da Fazenda Xangaia
A importância da gestão na fase de cria
A cria é a base da pecuária de corte e uma das fases mais complexas do sistema produtivo. Do planejamento da estação de monta ao desmame, cada etapa exige atenção, consistência e execução cuidadosa do manejo nutricional, sanitário e reprodutivo.
No entanto, o pecuarista que deseja se destacar na atividade já percebe que o olho do dono, sozinho, não consegue acompanhar o volume de dados gerado por uma fazenda. Com isso, muitas vezes, os problemas só se tornam evidentes quando a vaca não emprenha ou o bezerro não apresenta o ganho de peso esperado.
O manejo orientado por dados muda esse cenário ao permitir o acompanhamento de indicadores da produção, facilitando a identificação de gargalos e a tomada de decisões mais rápidas e assertivas. Dessa forma, na prática, o uso da tecnologia na cria fortalece uma gestão mais estratégica, capaz de antecipar desafios, otimizar recursos e aumentar a produtividade.
Como a Fazenda Xangaia estruturou a gestão da cria com apoio da tecnologia
Na Fazenda Xangaia, a adoção do iRancho transformou a gestão do sistema de cria, trazendo agilidade, precisão e resultados reais para cada nascimento.
A cria se consolidou como base de um projeto sólido de melhoramento genético e gestão eficiente na Fazenda Xangaia, localizada em Porangatu (GO). São 2.500 hectares, sendo 1.700 destinados a pastagens, em uma propriedade com mais de 40 anos de história sob a liderança de Helcio Alves Borges e sua filha Ana Carolina Silva Borges.
Há 12 anos, a fazenda investe em inseminação artificial, buscando evolução genética constante no rebanho. Mas foi a partir de janeiro de 2024, quando Fernando, mais conhecido como Zeca, assumiu a gestão administrativa, que a tecnologia passou a desempenhar um papel decisivo na rotina da Xangaia, com a adoção do sistema de gestão pecuária iRancho.
“A partir do momento que implantou o sistema, facilitou muito a nossa vida, sabe? (…) Foi muito fácil, a verdade é essa. A equipe adotou, abraçou a causa, entendeu a razão de implantar o sistema dentro da fazenda. Que aquilo só veio agregar para eles mesmos. O artista principal dentro da propriedade são eles, eles que fazem o negócio acontecer. (…) e o sistema os ajuda a cada vez mais se sentirem importantes.” diz Zeca.
Da anotação manual à gestão digital no curral
Em pouco tempo, a equipe da Xangaia já havia transformado o jeito de trabalhar. O sistema substituiu anotações manuais e trouxe precisão para registros fundamentais da cria: nascimentos, abortos, genealogia das matrizes e dados para acasalamentos dirigidos.
Com o iRancho, a fazenda ainda conquistou agilidade em manejos e maior controle sobre toda a operação. A vacinação, por exemplo, que antes era lenta e sujeita a falhas, passou a ser executada com rapidez e segurança, já que toda a equipe tem acesso às informações em tempo real. A integração com o bastão de leitura e o uso do aplicativo ampliaram a eficiência e facilitaram o dia a dia no curral.
“Dentro do sistema, o que me ajuda muito no meu dia a dia é o melhoramento genético. Eu consigo ver a genealogia das matrizes na hora do acasalamento.(…) Então, cada animal entra no curral e eu faço uma avaliação (…) para ver qual touro vai ser usado. O sistema me ajuda bastante nessa parte do acasalamento. Dá para ver os custos tanto na parte nutricional como na parte sanitária (…) O controle do meu estoque.” explica Zeca.
O futuro da cria com tecnologia: decisão baseada em números
Na visão de Zeca, a adoção do iRancho abriu espaço para uma pecuária mais precisa, em que cada decisão é tomada com base em dados claros, confiáveis e acessíveis. Dessa forma, o que antes era perdido em cadernos hoje se traduz em indicadores que orientam investimentos, fortalecem o manejo reprodutivo e dão previsibilidade para todo o sistema de produção.
O exemplo da Fazenda Xangaia mostra que, quando informação e tecnologia caminham juntas, a cria se torna o alicerce de um negócio moderno, rentável e sustentável. Reforça, também, um ponto essencial para o futuro da pecuária: tecnologia não é um luxo, mas sim uma necessidade.
Sobre isso, são essas as palavras de Zeca: “Invista. Porque o retorno é imediato. O controle ajuda em todas as decisões. É aquela velha frase: o olho do dono que engorda o boi!”
A tecnologia na pecuária, especialmente no sistema de cria, já é um diferencial competitivo para fazendas que buscam maior desempenho produtivo e eficiência. Afinal, na Xangaia, o resultado não vem do acaso, vem da soma entre experiência no campo e decisões tomadas com base em dados.