Brasil usava menos agrotóxicos que países da Europa em 2016, diz ranking da FAO

Em uma classificação da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o Brasil aparece como o 44º maior usuário global de agrotóxicos. Está atrás de países da Europa, como Bélgica, Itália, Irlanda, Portugal e Suíça. Logo após o Brasil, estão a Alemanha, a França e a Espanha.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e apontam uma aplicação média de 4,31 quilos por hectare no ano de 2016, usado como referência para a pesquisa. Com informações de 245 países, o banco de dados da FAO fornece estatísticas sobre alimentos e agricultura desde 1961.

Caso seja considerado o critério de consumo de agrotóxicos em função da produção agrícola, o Brasil está em 58º lugar, com um índice de 0,28 quilo por tonelada de produtos agrícolas. De acordo com o Ministério da Agricultura, nessa classificação, países como Portugal, Itália, Eslovênia, Espanha e Suíça estão à frente do Brasil.

“O consumo de defensivos no Brasil é influenciado pela ocorrência de duas ou três safras ao ano (cultivos de inverno e safrinha). Por causa disso, aqui é preciso usar defensivos para o controle de pragas mesmo em safras de inverno e na safrinha, pois não há quebra do ciclo de reprodução, em função das condições tropicais da agricultura brasileira, enquanto que em regiões de clima temperado as pragas são inativadas nos períodos de frio.”

De acordo com Guilherme Costa, presidente da Comissão Codex Alimentarius, atualmente o Brasil exporta seus produtos agrícolas para 160 países e, portanto, atende a todos os critérios de qualidade estabelecidos pelos importadores. Ele afirma:

“Há todo um trabalho de controle que é exercido pelo setor privado e um trabalho de verificação muito bem feito que é exercido pelo governo no sentido de atender a essas legislações internacionais e também muitas vezes atender a determinadas exigências de alguns países importadores que às vezes estabelecem limites mais restritivos que as legislações internacionais e o nosso país atende isso de uma maneira muito profissional e dando a segurança necessária para os consumidores.”

Fonte: Ministério da Agricultura

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